Professor do Anglo diz quais temas podem cair no vestibular.
Veja dicas na aula em vídeo.
Paulo Moraes, professor de geografia do Anglo, dá uma aula sobre os fenômenos ambientais urbanos.
Segundo o professor, pelo menos três temas dentro deste assunto podem ser cobrados nos vestibulares.
São eles: ilhas de calor, provocadas pelo excesso de asfalto e falta de área verde; inversão térmica; e as enchentes que, entre outros motivos, ocorrem devido à impermebialização do solo.
Saiba mais sobre os fenômenos ambientais urbanos
Posted by : IOMAR on sexta-feira, 24 de dezembro de 2010 | Marcadores: Geografia | 0 Comments
Como acontece o Solstício e o Equinócio
A esfericidade de nosso planeta é responsável pela existência de diferentes zonas climáticas: polares, temperadas e tropicais. Quanto mais nos afastamos do Equador, maior a inclinação com que os raios solares incidem na superfície terrestre; a mesma quantidade de energia passa a se distribuir por uma área cada vez maior, o que torna as temperaturas progressivamente mais baixas.
A mesma quantidade de energia solar incide sobre uma área menor nas procimidades do Equador e sobre uma maior regiões de latitudes mais elevadas.
Desde os primeiro anos da escola, aprendemos que o eixo da Terra é inclinado em relação ao plano de sua órbita ao redor do Sol, conforme se pode ver na ilustração a seguir.
Em 20 ou 21 de março e em 22 e 23 de setembro, os raios solares incidem sobre a superfície terrestre perpendicularmente ao Equador. Dizemos então que estão ocorrendo os equinócios, ou seja, o hemi´sférios etão iluminados por igual. Nesse momento iniciam0se no Hemisfério Sul o outono e a primavera, respectivamente. No Hemisfério Norte as estações são invertidas.
Entre 21 e 23 de dezembro, ocorre o solsticio de inverno no Hemisfério Norte e de verão no Hemisfério Sul. Entre 21 e 23 de junho, ocorre o solstício de verão no Hemisfério Nrote e de Inver no Hemisfério Sul. Em 20 ou 21 de março, acontece o equinócio de primavera no Hemisfério Norte, que coincide com o equinócio de outono no Hemisfério Sul. Em 22 ou 23 de setembro, acontece o equinócio de outono no Hemisfério Norte e de primavera no Hemisfério Sul.
Podemos concluir, pelas informações anteriores, que os raios solares só chegam a incidri perpendicularmente em pontos localizados na zona trpical, que por isso apresenta temperaturas mais elevadas. Nas zonas temperadas e polares, o Sol nunca fica a pino, os raios sempre incidem obliquamente.
A segunda consequência da inclinação do eixo terrestre é a diferença na duração do dia e da noite ao longo do ano. Nos dois dias de equinócio, quando os raios solares incidem perpendicularmente ao Equador, o dia e a noite têm 12 horas de duração em qualquer ponto do planeta. No dia de sólstício de verão, ocorrem o dia mais longo e a noite mais curta do ano; já no solstício de inverno, acontecem a noite mais longa e o dia mais curto. Observe, na ilustração anterior, que no Equador não há variação no fotoperído e que a diferença aumenta à medida que nos afastamos dele. Nas regiões polares o dia e a noite podem durar meses.
Posted by : IOMAR on sábado, 18 de dezembro de 2010 | Marcadores: Geografia | 0 Comments
Apresentação do que é a Geografia
Ao longo da história a natureza foi sendo transformada pelo trabalho do homem, que passou a produzir um espaço com o objetivo de garantir sua subsistência. Esse processo de humanização tornou a natureza cada vez mais articializada, graças ao desenvolvimento de técnica. Expandiram-se as áreas agrícolas, desenvolveram-se as cidades e as indústrias, contruíram-se estradas, enfim, cada vez mais novas técnicas foram sendo incorporadas ao espaço geográfico, transformando-o. Poucos lugares da superfície terrestre ainda não sofreram transformações. Porém, mesmo esses lugares, como no interior da Floresta Amazônica ou nas calotas polares, o território está delimitado, existe ingerência política, estão sujeitos a acordos internacionais e neless atuam interesses ligados aos que buscam sua preservação e aos que desejam explorá-los de forma predatória. Ou seja, mesmo em um meio antural, aparentemente intocado, exitem muitas relações políticas, econômicas, culturais e ambientais que não são visíveis na paisagem.
Assim, a paisagem é somente a aparência da realidade, aquilo que nossa percepção capta. Embora as paisagens estajam impregnadas das relações sociais, econômicas e políticas travadas entre os homens, essas relações não são facilmente percebidas por todas as pessoas, sendo necessários desvendá-las para que o espaço geográfico possa ser apreendido em sua assência. Isso requer estudos, presquisas.
Desde a Antiguidade muitos autores elaboraram estudos que podem ser considerados geográficos, embora o conhecimento fosse disperso, desarticulado, viculado à fisosofia, à matemática e às ciências da natureza. Na Grécia Antiga, Heródoto, Hipócrates e Aristóteles, entre outros, analisaram a dinâmica dos fenômenos naturais, elaboraram descrições da paisagens e estudaram a relaçõa homen-natureza. Na Idade Média, Cláudio Ptolomeu fez importantes estudos geográficos e cartográficos resgistrados em sua obra Síntese Geográfica. A expansão marítima européia também proporcionou grandes avanços aos estudos geográficos.
No entanto, somente em meados do século XIX, dois pesquisadores alemães - Alexander von Humboldt (1769-1859) e Karl Ritter (1779-7859) - fudaram a geografia como ciência, ou seja, uma área do conhecimento que passou a ser pesquisada e ensinada nas universidades, com a gradativa sistematização de seu arcabouço teórico-metodológico.
No final do século XIX, outro importante pesquisador alemão - Friedrich Ratzel (1844-1904) - definiu a geografia como ciência humana, embora na prática a tenha tratado como ciência natural. Considerou a influência que as condições naturais exercem sobre a humanidade como objeto de estudo da disciplina, dando origem ao "determinismo geográfico", influenciado pelas teorias de Lamarck e de Darwin.
No início do século XX, um geógrafo françês - Paul Vidal de La Blanche (1845-1918) - passou a criticar o método puramente descritivo e a defender que a geografia se preocupasse com a relação sociedade natureza, posicionando os seres humanos como agentesque sofrem influência do meio, mas também agem sobre ele, transformando-o. Inaugurava, em contraposição ao "determinismo", uma corrente conhecida como "possibilismo", ambas posteriormente rotuladas como "geografia tradicional'.
Assim, até meados do século XX a grande maioria dos geógrafos se limitava a descrever as características físicas, humanas e econômicas das diversas formações socioespacias, procurando estabelecer comparações e diferenciações entre elas. Embora tenha tido um importante papal no desenvolvimento da geografia como ciência, a geografia tradicional nos legou um ensino escolar centrado na memorização de mapas e dados estatísticos sobre população e economia, juntamente com as características físicas de clima, relevo, vegetação e hidrografia. Essa estrutura perdurou até a segunda metade do século XX, quando a descrição das paisagens, com seus fenômenos naturais e sociais, passou a ser realizada de forma mais eficiente e atraente pela televisão, e os geógrafos se viram obrigados a buscar novos objetos de estudo que permitissem à geografia sobreviver como disciplina escolar no ensino básico e como ramificação das ciências humanas em nível universitário.
Nesse período o processo de mudança do objeto de pesquisa da siciplina teve seu marco principal na década de 1970, quando a geografia passou por um efervenscente prcesso de renovação em suas bases teóricas e nos seus métodos de análise. Esse processo transformador teve como um dos pioneiros o geógrafo françêsYves Lacoste. Em 1976 ele publicou A geografia - isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra, livro que viria a balançar as estruturas da geografia tradicional. Criticava seu conteúdo ideológico a serviço dos interesses dominantes - político e econômico - e apontava cominhos para a renovação crítica. No Brasil um dos pioneiros nesse processo foi o geógrafo Milton Santos, em seu livro Por uma geografia nova, publicado em 1978.
Enquanto na França e no Brasila renovação teve forte influência do pensamento de esquerda, sobretudo do marxismo, nos Estado Unidos a contraposição à corrente tradicional foi a geografia quantitativa ou pragmática, que criticava a falta de prgmatismo, o atraso tecnológico da geografia tradicional e passou a autilizar ssitemas matemáticos e computacionais para interpretar o espaço geográfico. Essa corrente tecnicista e utilitarista da renovação, que mascarava os conflitos e as contradições sociais denunciados pelos geógraos críticos, era uma perspectiva consevadora, a serviço do status quo.
O fim do socialismo real contribuiu para reduzir a influência do marxismo nas ciências humanas, o que abriu caminho para a difusão de outras correntes térico-metodológicas na geografia crítica, como a fenomenologia e o existencialismo, ao mesmo tempo que as correntes críticas passaram a valorizar as novas tcnologias - computadores, satélites etc. 0 na interpretação do espaço geográfico.
Atualmente, depois de três décadas de renovação e com o avanço da globalização, o crescimento de problemas como os conflitos étnicos, a questão ambiental, os movimentosterrotistas, as crises finaceiras etc., consolida-se a certeza de que a geografia é uma disciplina fundamental para a compreensão do mundo conteporâneo nas escalas local, nacional e mundial.
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